domingo


Ouvir “eu te amo” da pessoa amada é a melhor das melodias!
Então, não economize palavras...
Inspire-se conferindo este vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=P7uqhukTeb0

Carta de um viciado

Apesar de já não estar muito bem da memória, eu quero contar a minha história. Eu não sei se você vai se interessar pelo o que eu tenho a dizer. Mas eu garanto que não fui o primeiro a ter essa experiência e com certeza não serei o último.
(...)
Pois bem, eu me reporto agora à minha infância, quando eu jogava futebol na rua, soltava pipa, brincava de peteca, subia em árvores, andava descalço... Mas nem tudo era só alegria. Numa dessas aventuras de criança, fiz amizade com as pessoas erradas. Desde então, a minha vida mudou completamente.
No início eu achava maravilhoso, uma novidade. Acreditava ter encontrado amigos de verdade. Eles eram os meus companheiros de todas as horas. Mas a minha família não aprovava muito essa amizade. A minha mãe sempre me pedia para não andar com aquele pessoal, alegava que eles não eram uma boa companhia para mim. Porém, eu não me importava com o que ela dizia. Eu só queria curtir a vida, ser livre, ser aceito pelos amigos, fazer o que me desse na telha.
Numa dessas de querer ser aceito pela turma, acabei cedendo e experimentei um cigarro de maconha. Nesse dia, eu tinha discutido lá em casa e faria de tudo para esquecer os meus problemas. Aquele baseado foi a minha salvação, rapidinho relaxei... Viajei legal! Foi muito maneiro... Eu fiquei muito louco...
Daquele dia em diante, cada vez que eu tinha um problema, tentava esquecê-lo através das drogas. De início era só coisa leve, depois fui usando de tudo, só bagulho pesado mesmo. A minha mãe começou a desconfiar das minhas atitudes e logo teve a certeza que eu já era um viciado. Resolvi sair de casa, procurar a minha independência. Lamento ter descoberto mais tarde que tomei a decisão errada.
Após sair de casa, a grana não era mais suficiente para comprar minhas drogas. O jeito foi sair com a galera e fazer uns bicos; passei a cometer alguns furtos. Eu nunca fui mal, fazia aquilo para alimentar o vício que me consumia. E se eu não pagasse a mercadoria que eu comprava os manos não iam me perdoar. Ou seja, era a minha sobrevivência que estava em jogo.
O tempo foi passando, uns trutas meus foram ficando pela metade do caminho, ou eram mortos ou presos. Eu tive mais sorte, fui em cana várias vezes, porém sempre sobrevivia.
Eu sobrevivi a tudo, menos às drogas. E só de pensar que embarquei nessa para esquecer os problemas e acabei arranjando cada vez mais... Só quero que saiba que eu nunca me considerei um bandido e sim uma vítima, um usuário. Estou arrependido por ter sido fraco, por querer ser aceito num grupo de falsos amigos. Destruí a minha vida... Eu sou tão jovem ainda, poderia ter aproveitado mais...
A minha mãe falou um dia em me internar numa clínica de tratamento para viciados, só que ficou só no falar. Essa atitude nunca foi concretizada. Eu não a culpo, mas sinto que algo poderia ter sido diferente... O único culpado fui eu, a decisão de experimentar foi minha; então, eu que enfrente as conseqüências!
Hoje eu tenho vinte e cinco anos, apesar da aparência de trinta. Sou pai de um lindo garoto, tenho uma mulher maravilhosa... Isso é tudo o que tenho para me orgulhar... Pena que o meu moleque não vai ter a oportunidade de conviver com o pai... Pois hoje eu estou partindo, por isso eu escrevi esta carta para que você comente a minha história, fale por mim tudo o que não posso mais falar. Peça aos jovens que nunca façam o que eu fiz. No momento da minha morte, eu descubro que a vida é valiosa. Quisera eu ter outra chance... Diga ao meu filho para não ter raiva e nem vergonha de mim. Sinto muito por tudo, peça-lhe perdão por eu ter sido um fraco. E você, por favor, não me critique. Essa é a minha história, mas poderia ser a sua...

Maria Liberdade Oliveira dos Santos






Imagem: GOOGLE



Texto publicado no livro:
“Contos Fantásticos vol. 13”


Editora Br Letras CBJE – Rio de Janeiro



“AS DROGAS MATAM DE VÁRIAS MANEIRAS - uma experiência inédita, conduzida por Renato Cavalher na CTDia, resultou na primeira campanha antidrogas criada por ex-usuários।”Confira as imagens no link:



http://www.clickmarket.com.br/portal/popimg.php?id=5368



Obrigado por você existir (Jaqueline)

Imagem: GOOGLE


... Diante de ti, não sei como agir, o que dizer
Jamais imaginei amar
Assim como eu amo você
Quando penso em felicidade
É de ti que eu lembro
Um abraço, um sorriso, um beijo
Entrega, delírio,
Loucura e desejo
Nosso amor é jóia rara
É luz que
Ilumina a escuridão
É brasa que não se apaga
É o antídoto contra a solidão
Nossas almas se completam
Amar é para muitos
Ser amado é para poucos
Eu sou feliz porque tenho você comigo
Obrigado por ser especial em minha vida
Obrigado pelo amor sincero
Obrigado por tudo
Obrigado por você existir!


Maria Liberdade Oliveira dos Santos


Em homenagem ao amor de Jaqueline e Daniel



Imagem: Acervo pessoal

É proibido envelhecer

Um dia desses eu ouvi Aline comentar com seus colegas que nunca queria envelhecer. Ela dizia que quando se envelhece as pessoas esquecem a gente.
Aline tem seis anos de idade, mora com os pais e os avós maternos. Ela vive sempre cercada de carinho e atenção. Todas as manhãs o avô canta e dança para despertá-la e a avó conta história à noite para embalar os sonhos de Aline.
Certa vez, a neta ouve os avós conversando e percebe que eles estavam muito tristes. Sentiam-se sozinhos, mesmo tendo muita gente por perto. Aline ficou sem entender o porquê de tanta solidão e indagou:
- Vô, vó, mas aqui em casa tem tanta gente. Nunca ficamos sozinhos!
Com lágrimas nos olhos, o avô respondeu:
- Minha neta, a pior solidão é estar em meio a uma multidão e não ser notado.
A avó complementa:
- Ninguém quer ouvir conversa de velho. Nós só falamos besteiras!
Aline retruca:
- Mas eu escuto vocês, não é?
- Isso enquanto você é criança, depois que crescer vai nos ignorar também. – Diz o avô.
- Mas vô, quando a velhice chega deixamos de ser gente? Então é proibido envelhecer? – Aline questiona.
(...)
E quem é capaz de responder a essa pergunta?


Este é o meu querido avô, Luiz Pereira de Evangelista, falecido no dia 2 de novembro de 2007.

Texto publicado no livro:
“Contos Fantásticos Vol 12"
Editora Br Letras CBJE – Rio de Janeiro

sábado

Com você aprendi a viver

Antes de você
Eu apenas existia
Agora eu vivo!
Ontem eu apenas chorava
Hoje eu sou o próprio sorriso
Antes, eu caminhava com receio
Agora, nosso amor me guia
Posso ver a beleza do mundo
Sentir o perfume das flores
Posso até tocá-las
Os espinhos não machucam mais...
Aprendi que viver não é apenas existir
Viver é aproveitar cada segundo
Como uma dádiva ímpar
É ser um pouco criança
Não ter medo de arriscar
Não se preocupar demais
Com a opinião dos outros
Viver é aprender a perdoar
Enxergar as qualidades das pessoas
E reconhecer nossos próprios erros
Viver é querer experimentar sabores diferentes
Encarar novos desafios
Ousar, querer ser feliz
Viver é ser um eterno aprendiz!

Imagem: GOOGLE


Texto publicado no livro:
“Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos”
Vol 45

Editora Br Letras CBJE – Rio de Janeiro

Meu anjo

Você sempre diz que “os anjos não descem à terra
para enxugar nossas lágrimas”
Concordo plenamente
Eles não precisam vir
simplesmente porque existem pessoas
que são sinônimos de anjos
Pessoas amigas iguais a você
Que transmitem paz
Nos acalmam quando queremos explodir
Não nos criticam quando
desesperadamente gritamos em desabafo
Que desperdiçam parte do seu tempo para nos alegrar
Nos fazem sorrir sem usar fantasias de palhaço
Nos abraçam quando nos sentimos vazios
Nos aquecem quando sentimos frio
E que não nos abandonam
Apesar de todos os nossos defeitos
Tu és assim
Um anjo para mim.

Maria Liberdade Oliveira dos Santos



Imagem: GOOGLE

sexta-feira

Mar de lágrimas

Imagem: GOOGLE


Estou perdida num mar
A tempestade me assusta
Tentei não me perder
Mas foi inevitável não acontecer
Meu navio naufragou
Isso foi quando você me deixou
A solidão me maltrata feito pirata caçador
Passo dias e noites seguindo sem direção
Não sei quando vou parar
Cada vez me perco
Sem chances de me encontrar
Agora mesmo
Com os olhos marejados
Só consigo enxergar a tua imagem
Onde estarás?
Por que não vens me salvar?
Confesso que navegar não posso mais
Pois o meu amor segue como as águas
Mas o seu, uma onda levou
Destruiu até o meu barquinho
Nem salva-vidas deixou
Pouco a pouco me afogo
Nesse mar de lágrimas
Não tenho mais forças para nadar
Estou pedindo socorro
Preciso que você volte para mim
Pois somente o teu amor pode me resgatar.

Texto publicado no livro
“Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos”
Vol 46
Editora Br Letras CBJE – Rio de Janeiro

Delírio


Fazia dias que não nos víamos, estávamos com muita saudade. Mas isso é bom para esquentar um clima de reencontro.
Para não perdemos mais tempo, saímos caminhando sem rumo. Sua mão estava quase colada na minha. Não nos importávamos com as pessoas que nos olhavam; elas podiam ver em nossas faces o brilho do amor.
Chegamos então numa praia (pena que não era deserta). Mas tudo parecia ter parado ao nosso redor e somente nós dois existíamos. Aquela tarde estava completamente maravilhosa! A beleza do céu embriagava...
Com o fim da tarde, o sol foi embora e as pessoas também. A felicidade era imensa por ter todo aquele cenário montado pela própria natureza. Não poderíamos deixar de nos entregar... Seus braços me apertavam cada vez mais forte. E sua boca me deixava desnorteada. Não havia mais barulho, só os seus sussurros em meu ouvido. Tudo estava muito quieto, menos suas mãos que passeavam pelo meu corpo como se você estivesse procurando um valioso tesouro.
Enquanto viajávamos num longo beijo, você começou a tirar a minha roupa com um desejo arrebatador. De uma só vez arrancou os botões da minha blusa e como um leão faminto, dilacerou a minha calcinha. Percorria todo o meu corpo com sua língua, que de tão quente, me derretia.
Estávamos fazendo amor como só nós dois sabíamos fazer... E a cada carinho seu, parecia que surgia mais uma estrela no céu. Tudo era mágico! A lua e as estrelas brilhavam para nos aplaudir.
Depois de tudo, cansados, adormecemos. Foi tudo tão perfeito! Com certeza, foi um acontecimento sem igual.
(...)
Pena que não foi real. Tudo não passou de um delírio. Isso mesmo, só aconteceu enquanto eu dormia e sonhava contigo. Era bom demais pra ser verdade. Acordei sozinha e estou chorando, porque nada foi realidade.

Maria Liberdade Oliveira dos Santos



Imagens: GOOGLE

Não tenho motivos para ficar triste

Eu não sei o que acontece
De vez em quando a minha alma entristece
Mas eu não tenho motivos para ficar triste
Apenas não dormi direito
Não fiz uma boa prova
Estou sem dinheiro
Desempregada
Ninguém me dá atenção
Ele me critica
Ela me decepciona
Perdi meus pais
Não tenho amigos de verdade
Não tenho vontade de sair de casa
Andar sem destino, tomar sorvete
Comer pizza
Dançar, sorrir...
Mas to me sentindo bem
Não tenho nenhum problema
Não sei o motivo pelo qual as lágrimas insistem em cair
Não sei por que me sinto tão só
Não sei por que fico assim
Não tenho motivos para ficar triste
Ou tenho?!

Maria Liberdade Oliveira dos Santos



Imagens: GOOGLE

Silvânia

Sempre penso em ti
Imagino que és mais
Linda que a Lua; mais
Vibrante que o Sol
A mais bela das estrelas
Não poderia dizer-te menos, pois é
Incomparável a beleza dos
Anjos!


Imagem: GOOGLE

Maria Liberdade Oliveira dos Santos